Bancos de jardim
A beleza. A do
verde e a da luz. A das sombras que se escondem e se movimentam em seus
lugares. A da epiderme da folha. A do androceu. A das flores. A beleza da propagação
das sementes. Conscientes do papel da radícula. A do ritmo da atmosfera. Arrastando
seus perfumes. A das nuvens brancas. A flutuarem por sobre lençóis amarelos. E
belas são as asas das libélulas. Proporcionando-lhes voos coloridos sobre lagos.
E bela é a estrela da tarde. Se adormecida como não ver nela a estrela da manhã?
Apetecida. Claridade que a alma reclama. E transborda por sobre bancos de
jardim onde a união se senta – e se acaricia.
Moldura que nos transporta a versos de Éluard:
Aqui tu
amarás
P’ra sempre
e sempre e sempre
Eugénia

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